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Lustre de Chizhevsky



É um dispositivo projetado para ionizar o ar em casa. O corpo humano não pode existir sem ar, a nossa saúde e bem-estar dependem da sua qualidade e composição. Um dos componentes do ar são os iões, que têm uma carga positiva ou negativa, que é determinada pelo número de eletrões. A lâmpada de Chizhevsky tem a capacidade de alterar o número de eletrões no ar. Os equipamentos das casas modernas saturam o ar com iões positivos de O2, causando assim um déficit de iões negativos. O aparelho equilibra o ar, dando-lhe uma quantidade de iões negativos semelhantes à floresta, normalizando os processos metabólicos do corpo, mantendo o homem urbano ligado ao campo, lugar de onde a espécie ainda não conseguiu sair.  


 

O fim de cidadãos com Trissomia 21

O aborto terapêutico de fetos com Trissomia 21 é um assunto controverso que envolve questões médicas, éticas, legais e morais. Em muitos países da Europa a Síndrome de Down é vista unicamente como uma gravidez indesejada. O número de abortos de fetos com Trissomia 21 resultante da legislação, das políticas e das práticas discriminatórias vai aumentando. Desde que apareceu o exame de sangue que usa a tecnologia de DNA para procurar e identificar qualquer potencial de anormalidade genética nos fetos, tudo mudou. Num artigo no European Journal of Human Genetics , publicado a 31 de outubro os autores estudaram ao longo de 5 anos, de 2011 a 2015, a evolução da percentagem de nascimentos de crianças com síndrome de Down em toda a Europa diminuiu 54% ou seja 46.500 bébés com Trissomia 21 não nasceram. 90% dos casos diagnosticados com Síndrome de Down na Inglaterra, Escócia e no País de Gales resultam em aborto, segundo o site “Don’t Scree Us Out.”

Escola e Saúde Mental

Há pais que têm muitas expetativas de vida irrealistas para os seus filhos, que o futuro acabará por frustrar, atirando-os para becos sem saída, onde alguns ganharão facilmente uma doença mental, da qual a maioria nunca mais irá largar os medicamentos, que têm de ser vendidos, nem retomará uma vida normal. Ser doente mental será a única profissão possível, onde ganhará medicamentos, atenção, atestados e subsídios. No entanto, a responsabilidade do Estado, dos Pais e da Escola, os principais responsáveis pela vida complexa e difícil a que o ex-aluno não se conseguiu adaptar, já prescreveu!

Telómeros e Atividade Física

Estar sentado muito tempo encurta o tempo de vida, pois danifica os cromossomas, o ADN, encurtando os telómeros protetores aquando da divisão celular. Quem faz atividade física tem telómeros maiores, que crescem. Basta não estar sentado muito tempo para ter melhorias significativas na saúde.

 Estudo do instituto Karolinsky, Suécia, “Expresso”, Revista, in “Login Laboratório”, 13/09/2014.

Benefícios da Atividade Física

Universidade de Cambridge

Estudo publicado no British Journal of Sports Medicine

Análise de dados de 30 milhões de adultos.

Duração: 10 anos

Objetivo: Correlação entre quantidade de exercício físico e risco de doenças cardiovasculares e morte prematura.

Resultados:

  1. Os que fizeram o mínimo recomendado – 150’/semana (22’/dia)

– Risco de morte prematura reduziu-se em 31%

– Risco de doenças cardiovasculares reduziu-se em 29%

     2. Quem fez metade do mínimo recomendado – (11’/dia)

         – Redução de 23% no risco de morte prematura

         – Redução de 17% no risco de doenças cardiovasculares

Conclusão: A atividade física é a chave para uma vida mais longa e saudável.

Non-occupational physical activity and risk of cardiovascular disease, cancer and mortality outcomes: a dose–response meta-analysis of large prospective studies | British Journal of Sports Medicine (bmj.com)

A “Bomba Energética”

Existe uma relação entre as várias maneiras de respirar e o nosso comportamento e sentimentos. Quando respiramos fundo usando o tórax, o sangue fica rico em oxigénio (O2) e pobre em anidrido carbónico. Como consequência fica mais alcalino, e neste meio a hemoglobina, que transporta O2 dos pulmões para os tecidos fica ávida pelas suas moléculas. Existe assim grande quantidade de O2 nos pulmões e no sangue, mas pouco nos tecidos orgânicos, incluindo o cérebro e os músculos. Neste caso só funcionam os neurónios e as fibras musculares que não dependen de O2 (anaeróbicos) e que parecem ser aqueles que estão preparados para automatismo de emergência. Assim, o que despertamos com a hiperventilação são automatismos de emergência, uma vez que os neurónios de que depende a consciência e a memória explícita necessitam de O2 para funcionar.

Abreu, Pio J.L., “Como tornar-se doente mental”, Dom Quixote, 25ª edição, 2018.

Elogio da Anormalidade

Uma investigação do Departamento de Psicologia da Universidade de Yale afirma que a normalidade não existe. É apenas a média estatística de todas as posições humanas, daquilo que é mais frequente. Não há ninguém que se encaixe na média estatística em todos os parâmetros. O normal é estranho! Para muitos a normalidade é a violência.

Fazer as pazes com o Mundo

Toda a política dos decisores em relação ao Ensino Especial é baseada na ideia de que somos uma sociedade que cuida apenas dos coitadinhos. Puxar estas pessoas para a vida é promover a dignidade humana, e não indignidade humana, como muitas vezes acontece na Escola, onde muitos alunos com NEE têm unicamente uma experiência de exclusão, porque são lugares demasiado despersonalizados e desprovidos de valores. A principal ação é dar voz a estes alunos, que estão muitas vezes em sofrimento, e oferecer-lhes um escape à generosidade, às normas, que não têm alma. Temos de capacitar os alunos e acabar com a visão assistencialista.

Ética

Tem a ver com os princípios porque alguém se guia. Se seguir um que diga “eu não mato”, mesmo que o seu país lhe diga para matar, ele não mata. Transgride a ideia que lhe é exterior, mas não se está a transgredir a si, está a cumprir-se. Essencialmente devemos cumprir-nos a nós. Peter Singer, filósofo australiano, propõe como princípio ético prover ao mínimo sofrimento possível de todos os que sejam capazes de sentir dor. A questão não é, “serão eles capazes de raciocinar?”, nem “serão eles capazes de falar?”, mas sim “serão eles capazes de sofrer?”. Não se pode codificar porque é um domínio da responsabilidade e do compromisso. Assinar um código de ética é já estar a desconfiar de si próprio. Uma sociedade onde se instala a absoluta desconfiança nos outros, é uma sociedade doente.