NEE

Necessidades Educativas Especiais

Autismo

Jornal "Expresso", 1º caderno, "Saúde", pág. 21

Banalização do Autismo

"Se todos têm, então ninguém tem"

Carlos Nunes Filipe, professor catedrático da Nova Medical School e diretor clínico da Associação Portuguesa para as perturbações do Desenvolvimento e Autismo.

  1. Esta situação leva a abusos no atestado multiuso, facilitando abusos no acesso a benefícios e medidas de apoio.
  2. A palavra "autismo" está a ser usada de uma forma cada vez menos precisa.
  3. Há pessoas diagnosticadas como estando no espectro sem preencherem os critérios clínicos.
  4. Dificuldades na interação social, particularidades na comunicação, rigidez nos comportamentos ou sensibilidade social - não basta para falar em PEA (ex: uma pessoa com febre não tem obrigatoriamente gripe).
  5. Há um espectro dentro da patologia, com situações mais ou menos graves, mas não é uma normalidade que se prolonga pelo autismo.
  6. Há um surto de autodiagnósticos de autismo motivado pelas redes sociais.
  7. Se o diagnóstico estiver errado, pode impedir o tratamento, uma vez que o autismo não tem tratamento curativo.
  8. O diagnóstico não é para pôr um rótulo, mas sim para orientar a intervenção e ajudar a pessoa a lidar com as suas dificuldades e a potencias competências.
  9. 9. Avaliação clínica completa feita por um profissional experiente. Conhecer o seu percurso desde a infância e avaliar até que ponto as dificuldades interferem no dia a dia.
  10. Vivemos num mundo de pessoas "neurotípicas", uma variante da normalidade será uma "neurodivergência". O problema está agora na sociedade, que não se adapta. Como se focam sobretudo no autismo de nível 1, esquecem-se das pessoas com autismo com menor autonomia e necessidades de apoios significativos.

 

 

“Se pudermos dar a cada indivíduo uma quantidade suficiente de alimento e de exercício, nem mais nem menos, fornecer-lhe-emos o meio mais seguro para atingir a Saúde

Hipócrates

 

Os indivíduos adultos com DID são os que têm maior incidência de doenças cardiovasculares precoces, com consequente diminuição da expetativa de vida, devido à obesidade. A Obesidade, os baixos níveis de Aptidão Cardiorespiratória e a Fraqueza Muscular (principalmente ao nível dos membros inferiores) são características preocupantes desta população. Facultar programas de atividade física adequados deve ser o objetivo principal do grupo de Educação Física contribuindo assim para a melhoria das suas qualidades físicas que são fundamentais para a sua qualidade de vida e da dos seus familiares. Os indivíduos têm uma heterogeneidade de diagnósticos, uma heterogeneidade de perfis comportamentais e aquisições efetuadas extremamente distintas. A atividade física regular tem assim um caráter profilático, trazendo melhoras fisiológicas e prevenindo a obesidade e as afeções. E não nos podemos esquecer dos benefícios psicológicos, como a melhoria da autoestima e do bem-estar, intimamente ligados ao seu Comportamento Adaptativo, qualidade de performance no lidar com as exigências do meio ambiente.

O programa do ensino da Educação Física deve visar a Saúde, que é entendida como um processo de contínua adaptação e procura de uma vida com Qualidade Física, Psíquica e Social, que engloba dois princípios: a Saúde Fisiológica e a Saúde Funcional. A Saúde Fisiológica diz respeito ao bem estar orgânico da pessoa com deficiência e os seus índices estão associados à ausência de doença ou a um risco baixo do seu desenvolvimento. Níveis apropriados de Composição Corporal e de Capacidade Aeróbia são disto um bom exemplo. A Saúde Funcional está relacionada com a aquisição de níveis de funcionalidade Músculo-Esquelética aceitáveis e compatíveis com as atividades vocacionais e profissionais realizadas habitualmente, e na participação autónoma em atividades da vida diária. A Educação Física é assim uma boa ferramenta para dar o “primeiro passo” na inclusão desta população, permitindo ao indivíduo exprimir-se livremente e desenvolver a capacidade de não ser um objeto manipulável, mas sim um ser pensante com direitos e obrigações.

 

DID 1
DID 2
DID 3
DID 4
DID 5
DID 6
DID 7
T21 - 1
T21 - 2
T21 - 3
T21 - 4
T21 - 5
T21 - 6
Hipo 1
Hipo 2
Hipo 3
Hipo 4
Hipo 5
Hipo 6
Hipo 7
Hipo 8
Hipo 9
Alzheimer 1
Alzheimer 2
Alzheimer 3
Alzheimer 4
Alzheimer 5
Alzheimer 6

Hipertensão

Se a tensão diastólica for superior a 130 mmHg, o exercício físico pode ser perigoso, pois a atividade simpática aumentada que estes indivíduos têm, é o garante de um débito cardíaco normal, que poderá ficar comprometido pela diminuição da atividade simpática com o exercício físico. Indivíduos com hipertensão ligeira ou moderada e sem contra indicações para a realização do exercício físico poderão beneficiar de um programa: Exercício Físico aeróbio, dinâmico moderado (120/140 pulsações/minuto) e regular (3x/semana)