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O mito das multitarefas

Não conseguimos realizar duas tarefas que exijam empenho ao mesmo tempo. No livro “Attention Span: A Groundbreaking Way to Restore Balance, Happiness and Productivity”, Gloria Mark, professora de informática na Universidade da Califórnia, Irvine, que estuda o impacto dos media digitais nas nossas vidas, conclui que tem havido um declínio na capacidade de concentração. Em 2004 0 nível de concentração média num ecrã durava dois minutos e trinta segundos; mais tarde o valor desceu para um minuto e 15 segundos; atualmente a média é de quarenta e sete segundos. Diminuiu drasticamente, e quando a atenção é desviada num trabalho que estamos a realizar, precisamos de 25 minutos para nos concentrarmos de novo na tarefa. Quando se muda a atenção o stress aumenta, assim como a pressão sanguínea. Quanto mais multitarefas as pessoas fazem, mais erros cometem. A pior tecnologia é o correio eletrónico, estudos encontraram correlação entre o e-mail e os níveis de stress elevados. Quando cortaram o correio eletrónico a alguns trabalhadores durante uma semana de trabalho verificaram que o stress diminuiu e a atenção aumentou.

A nossa capacidade de concentração está a diminuir, dizem os estudos. Eis como manter o foco – CNN Portugal (iol.pt)

Terapias de reabilitação de danos cerebrais com realidade virtual

Uma pessoa precisa de praticar a partir de dentro, com aprendizagem ou treino. Não sabemos como é que muitos neurónios juntos geram pensamento, e falar apenas sobre circuitos não resolve o problema. É possível modular a atividade cerebral, já se consegue fazer isso com álcool e drogas, mas agora, mas agora também é possível entrar num cérebro e manipular os neurónios. Os jogos que a empresa MindMaze criou para tratar AVC e outras doenças estão mais relacionados com o sistema motor. Pretendem criar comportamentos que permitam que os circuitos cerebrais latentes (a capacidade sempre esteve lá) do paciente substituam as áreas afetadas. Na realidade virtual a intensidade é maior e é possível praticar muito mais movimentos do que numa sessão de fisioterapia.

Teoria da hierarquia das Necessidades Humanas ou das Motivações Humanas

Abraham Maslow baseia-se na ideia de que cada ser humano esforça-se muito para satisfazer as suas necessidades pessoais e profissionais. É um esquema que apresenta uma divisão hierárquica em que as necessidades de nível mais baixo devem der satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Depois de sabermos e podermos alimentar o estômago, decidimos sobre Estudar!

SuperAgers

Termo utilizado pelos investigadores da Northwestern para se referirem a uma pessoa com mais de 80 anos, que foi submetida, com sucesso, a testes cognitivos intensivos que revelaram que está ao nível, ou melhor, a pessoas entre os 50 e os 60 anos de idade. Um dos requisitos é recordar-se de acontecimentos da vida quotidiana e experiências pessoais passadas. E noutros testes cognitivos só precisam de ter um desempenho médio. São fisicamente ativos, positivos e muito sociais. Os seus cérebros são desafiados todos os dias, a ler ou a aprender, e muitos continuam a trabalhar até aos 80 anos. Constatou-se que os cérebros dos SuperAger têm muito mais neurónios Von Economo, um tipo raro de células cerebrais que, acreditam os especialistas, permitem uma comunicação rápida. Um estudo constatou que os cérebros dos SuperAger apresentam 3 vezes menos emaranhados de proteínas Tau, formações anormais dentro das células nervosas, do que cérebros cognitivamente saudáveis.

Boa roupa, boa assiduidade!

“Numa viagem de táxi, um rico olha para a paisagem. Um pobre só olha para o taxímetro.” – Edar Shafir, professor de Ciências Comportamentais na Universidade de Princeton

A escassez afeta as capacidades cognitivas, influencia a forma como pensamos e agimos, precisamos de fazer escolhas e de nos focarmos nos bens essenciais. Aqueles que vivem com um orçamento apertado vivem em sobrecarga cognitiva. Estudos realizados em países africanos revelaram existir uma correlação entre assiduidade escolar e a roupa. Quando deram às crianças um bom uniforme estas ficaram contentes e passaram a ir à escola. As batas que se usavam antigamente nas escolas portuguesas tinham um objetivo!

Cabeceamento, a “doença industrial” do Futebol

O antigo avançado “The King”, Jeff Astle morreu em 2002, aos 59 anos, devido a uma doença neurodegenerativa, Encefalopatia Traumática Crónica, tradicionalmente chamada demência do pugilista. Explicou-se que foi o ato de cabecear repetidamente a bola de couro a provocar a sua morte. Estudos correlacionaram demência e futebol profissional, alguns tipos da doença foram diagnosticados em cinco ex-futebolistas da seleção inglesa de 1966. Antigos futebolistas têm 3,5 vezes mais probabilidades de morrerem com doenças neurodegenerativas do que não futebolistas. Por isso a Associação de Futebol Inglesa acaba de proibir o jogo de cabeça dos sub-12 para baixo.

Tavares da Silva, Hugo, “É OU NÃO PERIGOSO CABECEAR UMA BOLA?”, Jornal “Expresso”, 5/08/2022, pág. 30

OncoMove

Programa da Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia, que promove a atividade física em doentes oncológicos. Vem contrariar o mito de que os doentes com cancro deveriam evitar a atividade física para poderem armazenar energia.

“Logo após o diagnóstico, os programas de pré-habilitação, baseados no exercício físico, melhoram a capacidade dos doentes tolerarem os tratamentos e reduzem as complicações e os tempos de internamento pós-operatórios” – Ana Joaquim, oncologista.

“Há alguns estudos que apontam que caso as pessoas correspondessem aos requisitos mínimos de atividade física poderiam ser prevenidos quatro em cada dez cancros” – Tiago Moreira, coordenador do projeto Quality Onco Life.

Jornal “Expresso”, Caderno Principal, pág. 21, 03/06/2022